sábado, 4 de outubro de 2008

Diamonds Are a Girl's Best Friend

- Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe - de repente, um rapaz alto levanta-se interrompendo o final da contagem.

- Oitenta e quatro mil dólares! - disse sorridente, erguendo a pequena placa verde que segurava. Vestia-se alinhadamente: terno preto com riscas de giz, camisa bege e uma belíssima gravata salmão com pequenas tiras pretas que desciam paralelas umas as outras.

Nesse momento, uma bela mão com cinco longas unhas cuidadosamente pintadas de vermelho agarra-se à manga do terno preto e puxa-a:

- Cala a boca e senta aqui, seu louco! - sussurrou a bela morena de olhos azuis que sentava-se ao lado do rapaz. Ela vestia-se igualmente bem: seu vestido azul marinho cintilava levemente e a grande fenda nas costas permitia que sua pele branca fosse vista; a tira-colo, uma pequena bolsa prateada assentava-se sobre suas pernas.

O rapaz ainda sorrindo sentou-se vagarosamente, piscando levemente para algumas das pessoas que o olhavam com inquietação. O leiloeiro continuou:

- Bem, neste momento este belíssimo anel de ouro cravejado de quarenta e dois pequenos diamantes, que pertenceu a princesa Samra, vai para o simpático cavalheiro na quarta fileira. Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três! Vendido! Parabéns senhor. Com sua licença, vamos fazer uma pequena pausa neste leilão.

Enquanto as pessoas se encaminhavam até o hall, onde um pequeno coquetel era servido, a jovem arrastava delicadamente o homem na direção contrária.

- O que você pensa que está fazendo, Michael? - indagou ela, corando levemente o rosto de raiva.

- Oras, o que as pessoas fazem quando vem a um leilão?

- Você só pode estar brincando! Você sabe que... - um homem gordo, com um grande bigode tampando boa parte de sua boca aproximou-se, impedindo que a jovem terminasse a frase.

- Que bela aquisição meu jovem, com sua licença, o sr. chama-se? - perguntou o gordo.

- William, William McTuft II, e esta é minha bela esposa, Mellissa. - respondeu o jovem apontando para sua acompanhante.

- Thomas Berryghan, é um prazer. Mas como eu dizia, seu marido deve realmente estar apaixonado pela senhorita. É uma peça realmente belíssima.

- Certamente, ele sempre faz o impossível para me agradar. - respondeu Melissa olhando de canto de olho para o marido.

As pessoas já estavam quase todas sentadas quando o leiloeiro anunciou a próxima peça:

- Este belíssimo conjunto de esculturas chinesas, cravejadas em diamantes, safiras, esmeraldas e rubis, data do século IV, e teria sido o presente dado pelo Imperador chinês a sua filha no seu aniversário de quatorze anos. As doze peças representam os doze signos do horóscopo chinês. Começaremos este leilão com uma oferta inicial de oitocentos e cinquenta mil dólares.

Dois homens levantaram suas placas verdes, sem grande alarde. Sucessivamente o leiloeiro anunciou em voz alta o valor em que as peças estavam sendo vendidas. A sala estava bastante vazia, neste momento. Seis pessoas estavam sentadas, além do jovem casal. Também havia o leiloeiro, quatro segurança armados e duas moças mostrando as peças do leilão.

Sem grande movimentação o jovem levantou-se, dirigiu-se até o fundo da sala e parou junto a porta. Poucos segundos se passaram até Melissa levantar-se também, ficando parada no centro da pequena sala. Rapidamente, Michael sacou duas pistolas prateadas e baleou os dois seguranças que estavam ao fundo. No mesmo instante Melissa sacou da bela bolsa prateada um pequeno revólver dourado, atirando nos outros dois seguranças à frente da sala, antes que os mesmos pudessem esboçar reação.
Mais nove tiros foram ouvidos dentro do lugar, quase impossível determinar de qual arma tinham saído.

Os dois sorriram um para o outro. Michael andou na direção da mulher, abraçando-a e beijando-a. Pegaram dois pequenos sacos pretos que estavam dentro da bolsa prateada e colocaram as doze estatuetas. Já estavam na porta quando Michael parou.

- Nossa! Quase me esqueço. - enfiou a mão dentro do saco preto que carregava e tirou um pequeno rato de prata coberto por pequenas pedras que pareciam ser diamantes. Andou a passos rápidos até uma mesa lateral, na qual estavam expostas as outras peças do leilão. Tirou uma pequena caixa preta que estava fechada sobre a mesa e deixou o rato no lugar, voltando à porta.

- Delilah, você aceita se casar comigo? - disse ele abrindo a caixinha e mostrando o anel à jovem.

- Mas... você...

- Não queria que nosso anel de noivado fosse roubado.

- Ahhhh... É lógico que aceito. - respondeu a jovem jogando os braços no pescoço dele e dando-lhe um demorado beijo. O leiloeiro, do outro lado da sala levantou o braço em direção ao botão de emergência sob a bancada em que estava, mas foi atingido por uma bala disparada por Delilah, ainda agarrada ao pescoço de Michael.

- Você não ouse atrapalhar este momento! - completou ela, abrindo a maçaneta da porta logo depois de retornar a arma na bolsa.

Na recepção, o gerente do hotel sorriu para ambos:

- Já estão de saída senhores?

- Já sim - respondeu Michael.

- Já arrematamos tudo o que queríamos. - completou Delilah sorrindo.

- Estejam sempre à vontade para voltar, nosso hotel está de portas abertas ao senhores.

Na rua, enquanto aguardavam o manobrista trazer o carro, Delilah olhou para o jovem, fazendo carinho no rosto dele:

- Já te falei que eu adoro essas salas com isolamento acústico? Pena que essa não tinha câmeras de vigilância, senão nós teriamos nosso momento gravado. - Michael riu:

- Vamos, o carro chegou.

4 comentários:

Clara Madrigano disse...

Cada vez melhor, Celso. :D

Goiab'dullah disse...

vamos fazer essa filmagem com o pessoal da unati

mt bao nego!
agora volta pro tcc
hehhehehehehe

René Moraes - Ele mesmo. disse...

hummmm virou roteirista agora?!
hahahhaha
muito bom celseira!
parabéns!

René Moraes - Ele mesmo. disse...

dá uma graphic novel hein?!
hahaha